Tendências de RH para 2026: as 10 principais inovações para um futuro estratégico

A área de Gente e Gestão vive um momento único de adaptação e evolução. Por isso, acompanhar as tendências de RH para 2026 é essencial para quem deseja liderar no mercado e não ficar para trás.
Práticas de gestão por performance, automação inteligente, diversidade, sustentabilidade e foco no bem-estar dos colaboradores são pilares que fortalecem o engajamento e sustentam culturas organizacionais.
Neste artigo, você encontrará as 10 principais tendências de RH para o próximo ano:
- Gestão baseada em performance
- Mobilidade interna e mapeamento de talentos
- Liderança centrada em pessoas
- Investimento para consolidação das IA´s nos processos da área
- Valorização da employee experience
- Retorno aos escritórios e consolidação do trabalho presencial ou híbrido
- Ampliação de benefícios para a saúde mental ou física
- Promoção prática da diversidade, equidade e inclusão
- Promoção de uma cultura de inovação, com mescla entre o digital e humano
- Incentivo ao aprendizado contínuo, reskilling e upskilling
Gestão baseada em performance
A gestão baseada em performance deve se consolidar como um novo padrão de Gente e Gestão em 2026.
Pesquisas indicam que organizações que adotam o planejamento de sua força de trabalho com base em competências têm 57% mais chances de antecipar e responder aos desafios.
Com o avanço da digitalização e das mudanças estruturais do mercado, o foco dos recrutadores e líderes passa a ser a experiência prática, o potencial de aprendizado e a entrega de resultados.
Os currículos e certificações continuam relevantes, mas as decisões tendem a se apoiar em análises objetivas, promovendo processos seletivos e de desenvolvimento mais precisos, alinhados à cultura e metas da empresa.
Nesse cenário, o recrutamento preditivo ganha força por oferecer insights sobre motivação, habilidades cognitivas, fit cultural e compatibilidade do profissional em cada função, impulsionando estratégias de seleção, desenvolvimento e retenção.
Mobilidade interna e mapeamento de talentos
A escassez de talentos qualificados é uma das principais preocupações da área de Gente e Gestão.
Segundo pesquisa do LinkedIn, 72% dos profissionais de Recursos Humanos afirmam que contratar novos talentos se tornou mais desafiador nos últimos anos, especialmente pela falta de qualificação específica.
Nesse cenário, o mapeamento de talentos e as ações de mobilidade interna se destacam ao revelar potenciais ocultos, fortalecer o engajamento e construir jornadas mais alinhadas aos propósitos individuais.
Se combinadas a ferramentas de inteligência de dados, essa prática permite identificar lacunas de competências e criar iniciativas de desenvolvimento personalizadas, com foco em agilidade organizacional, requalificação e evolução de carreiras.
Liderança centrada em pessoas
O mercado de trabalho atual é movido pela convivência entre múltiplas gerações e pela velocidade constante das transformações de comportamento.
Nesse cenário, lidar com incertezas e pressões por resultados exige uma nova forma de liderar: combinando inteligência adaptativa, foco em metas sustentáveis e gestão humanizada.
O ambiente previsto para 2026, com crescimento econômico moderado, avanço tecnológico e maior exigência por eficiência, requer líderes capazes de operar em contextos ambíguos.
Durante o CONARH 2025, o mentor, conselheiro, autor e palestrante Felipe Urbano reforçou que os líderes do futuro precisam romper de vez com o modelo centralizador e adotar uma gestão horizontal.
Para ele, é necessário abandonar a “cadeira vazia” da liderança e adotar uma postura de abertura entre os pares e equipes, baseada no aprendizado contínuo, na escuta ativa e na comunicação transparente.
Investimento para consolidação das IAs nos processos da área
O ano de 2025 marcou um avanço decisivo na compreensão do papel da IA em Gente e Gestão, muito além da automação operacional e do ganho de produtividade.
Para o próximo ano, a tendência é que o RH passe a redesenhar sua infraestrutura com a IA no centro, priorizando capacidade analítica e fortalecimento da tomada de decisão humana.
Algumas práticas incluem:
- recrutamento e seleção preditivos: uso integrado de dados para prever potencial de performance, avaliar fit cultural e estimar curvas de desenvolvimento com maior precisão;
- desenvolvimento personalizado: criação de planos de carreira sob medida, trilhas de aprendizado adaptativas e simuladores de competências que tornam o desenvolvimento mais alinhado às necessidades da organização e dos talentos;
- People Analytics com IA generativa e prescritiva: simulação de cenários de headcount e produtividade da força de trabalho, identificação de riscos de turnover e recomendação de ações para retenção, engajamento e prevenção de burnout;
- liderança de alta performance: análise de históricos de desempenho, feedbacks e pesquisas internas para oferecer insights que aumentam a estratégia da gestão e apoiam decisões críticas.
Valorização da employee experience
A valorização da employee experience segue sendo uma das tendências de RH mais fortes para 2026, focando na criação de jornadas que possam acolher o colaborador de maneira integral.
Espaços corporativos que priorizam o bem-estar físico e mental, o desenvolvimento personalizado e o senso de pertencimento impactam positivamente a produtividade e a retenção de talentos.
Hegel Botinha, Sócio-diretor e Head de Transformação Digital da Selpe, reforça que “essa prática contribui para um ambiente de trabalho harmônico, elevando a satisfação e o comprometimento dos colaboradores”.
Para alcançar esse impacto, a experiência dos funcionários deve ser pensada para além do onboarding.
Retorno aos escritórios e consolidação do trabalho presencial ou híbrido
Em 2025, muitas empresas ajustaram seus formatos de trabalho para reduzir custos, sustentar a produtividade, fortalecer o senso de pertencimento e garantir crescimento sustentável.
Segundo a pesquisa “O Cenário do RH no Brasil”, da ABRH Brasil (2025), 46,6% das empresas operam no modelo 100% presencial, 46,2% no híbrido e apenas 7,3% no remoto, evidenciando o predomínio do presencial sobre as demais modalidades.
Para 2026, a tendência é de retorno mais consistente aos escritórios, acompanhado do redesenho dos ambientes físicos, que passam a priorizar convivência de qualidade, conexões genuínas e integração.
Entre as organizações que adotam o formato híbrido, observa-se maior maturidade e clareza na gestão, com políticas intencionais e alinhadas aos perfis das equipes, às demandas estratégicas e à experiência do colaborador.
Ampliação de benefícios para a saúde mental ou física
Em 2025, mais de 63% das organizações já demonstravam interesse em aumentar os benefícios corporativos.
Em 2026, essa prática se consolida de maneira estruturada, priorizando a personalização conforme as necessidades das equipes e a expansão do cuidado para as redes de afeto dos colaboradores.
A tendência para o RH é que esses recursos promovam qualidade de vida e um equilíbrio saudável para o quadro de pessoal, favorecendo a employee experience, a segurança psicológica e a motivação no trabalho.
Mais do que uma estratégia de atração, o investimento em saúde mental e física reforça uma cultura centrada em pessoas e gera impactos positivos de longo prazo.
Promoção prática da diversidade, equidade e inclusão
Empresas comprometidas com diversidade, equidade e inclusão podem reduzir o turnover voluntário em até 50%, um indicativo claro de que investir em representatividade é também investir na longevidade do negócio.
Em 2026, essa pauta tende a se fortalecer com políticas estruturadas nas organizações, indo além do discurso para gerar mudanças reais na cultura.
Plataformas de análise de dados e assessments de gestão, como a AssessFirst, ajudam a eliminar vieses inconscientes nos processos de recrutamento e seleção, ampliando o acesso a oportunidades.
Além disso, a retenção preditiva ganha espaço como estratégia de Gente e Gestão, permitindo mensurar o impacto dessas iniciativas no engajamento, desempenho e permanência dos talentos.
Promoção de uma cultura de inovação, com mescla entre o digital e humano
Construir uma cultura de inovação será um pilar para instituições que buscam adaptação e crescimento em 2026.
Essa tendência no RH propõe um ambiente em que a flexibilidade e a criatividade são incentivadas e integradas ao dia a dia das equipes.
Práticas como hackathons internos e trilhas de desenvolvimento ajudam a formar equipes proativas e resilientes para enfrentar dificuldades de um futuro próximo.
Em meio à transição digital, a área de Gente e Gestão atua como facilitadora, incentivando o uso de tecnologias preditivas e IA, ao mesmo tempo em que capacita os profissionais para refinarem o olhar humano, a ética e o compromisso com a integridade.
Incentivo ao aprendizado contínuo, reskilling e upskilling
Com as constantes transformações da tecnologia e as demandas de um mercado em evolução, o aprendizado contínuo é fundamental para o RH em 2026.
Dados do Fórum Econômico Mundial (WEF) de 2025 revelam que 85% das organizações pretendem investir em upskilling até 2030, com foco em aumento de produtividade, competitividade e retenção de talentos.
Ao implementar programas de capacitação, mentoring e universidades corporativas, as empresas permitem que os colaboradores fortaleçam suas competências, contribuindo para a performance e adaptabilidade das equipes.
Esse tipo de investimento minimiza a necessidade de contratações para preencher lacunas de habilidades, fomenta uma cultura de aprendizado contínuo e amplia a gestão do conhecimento.
Como vimos, a inteligência de dados, a transformação digital e o foco no humano moldam a gestão de pessoas nos próximos anos.
Cada uma dessas tendências de RH mostra um caminho para práticas mais inovadoras, alinhadas aos valores do mercado e ao futuro do trabalho.
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